sábado, 28 de dezembro de 2013

A águia é a ave que possui a maior longevidade da espécie.
Chega a viver cerca de 70 anos.
Porém, para chegar a essa idade, aos 40 anos, ela precisa tomar uma séria e difícil decisão.
Aos 40 anos, suas unhas estão compridas e flexíveis e já não conseguem mais agarrar as presas, das quais se alimenta.O bico, alongado e pontiagudo, se curva.
Apontando contra o peito, estão as asas, envelhecidas e pesadas, em função da grossura das penas, e, voar, aos 40 anos, já é bem difícil! Nessa situação a águia só tem duas alternativas: deixar-se morrer... ou enfrentar um dolorido processo de renovação que irá durar 150 dias.
Esse processo consiste em voar para o alto de uma montanha e lá recolher-se, em um ninho que esteja próximo a um paredão.Um lugar de onde, para retornar, ela necessite dar um voo firme e pleno.Ao encontrar esse lugar, a águia começa a bater o bico contra a parede até conseguir arrancá-lo, enfrentando, corajosamente, a dor que essa atitude acarreta. Espera nascer um novo bico, com o qual irá arrancar as suas velhas unhas.Com as novas unhas ela passa a arrancar as velhas penas.
E só após cinco meses, "renascida", sai para o famoso voo de renovação, para viver, então, por mais 30 anos. Muitas vezes, em nossas vidas, temos que nos resguardar, por algum tempo, e começar um processo de renovação. Devemos nos desprender das (más) lembranças, (maus) costumes, e, outras situações que nos causam dissabores, para que continuemos a voar. Um voo de vitória. Somente quando livres do peso do passado (pesado), poderemos aproveitar o resultado valioso que uma renovação sempre traz. Destrua, pois, o bico do ressentimento, arranque as unhas do medo, retire as penas das suas asas dos maus pensamentos e alce um lindo voo para uma nova vida. Um voo de vida nova e feliz.
Sugestão: Thiago Augusto.
Via: Facebook.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Depois das tempestades... a calmaria!









Eu sempre fui muito paciente em relação aos acontecimentos da minha vida...
e essa urgência de agora se mostra cada vez mais desnecessária.
E a dor que aflora no peito cada vez mais doída.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Porque o silêncio muitas vezes é necessário...

The Scientist - Coldplay.

"Vim pra lhe encontrar, dizer que sinto muito
Você não sabe o quão amável você é
Tenho que lhe achar, dizer que preciso de você
E te dizer que eu escolhi você

Conte-me seus segredos, faça-me suas perguntas
Oh, vamos voltar pro começo correndo em círculos, perseguindo a cauda
Cabeças num silêncio à parte

Ninguém disse que seria fácil
É uma pena nós nos separarmos
Ninguém disse que seria fácil
Ninguém jamais disse que seria tão difícil assim
Oh, me leve de volta ao começo

Eu só estava pensando em números e figuras
Rejeitando seus quebra-cabeças
Questões da ciência, ciência e progresso
Não falam tão alto quanto meu coração
Diga-me que me ama, volte e me assombre
Oh, quando eu corro pro começo
Correndo em círculos, perseguindo a cauda
Voltando a ser como éramos

Ninguém disse que era fácil
É uma pena nós nos separarmos
Ninguém disse que era fácil
Ninguém jamais disse que seria tão difícil assim
Eu estou indo de volta para o começo

sábado, 28 de setembro de 2013



Observando Alice na Cafeteria.

Por hora só queria um café. E sentar em alguma mesa de frente a alguém distraído. E reparar nesta distração detalhadamente... O movimento das mãos e a suavidade dos dedos daquela pessoa ao levar o café até a boca... os lábios retraídos pelo calor e a mente dispersa, em algum canto que jamais saberei qual é.
O cabelo passando delicadamente pelo pescoço e o blues que toca ao fundo deixando a cena mais excitante. Porque tomar um café reparando na distração alheia pode ser inesquecível.


Alice e o Suicídio.

Afogava-se em todo aquele sentimento...
Não conseguia transbordar...
Por dentro era só silêncio, não conseguia pensar em nada.
Por fora era distração, nada prendia sua atenção.
O sentimento a paralisou; enforcou-a com sua corda invisível.
Não sorriu, não chorou...
Apenas adormeceu em sono eterno.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Pra sonhar - Marcelo Jeneci.

Quando te vi passar fiquei paralisado
Tremi até o chão como um terremoto no Japão
Um vento, um tufão
Uma batedeira sem botão
Foi assim viu
Me vi na sua mão
Perdi a hora de voltar para o trabalho
Voltei pra casa e disse adeus pra tudo que eu conquistei
Mil coisas eu deixei
Só pra te falar
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra sonhar
Pra sonhar
O que era sonho se tornou realidade
De pouco em pouco a gente foi erguendo o nosso próprio trem,
Nossa Jerusalém,
Nosso mundo, nosso carrossel
Vai e vem vai
E não para nunca mais
De tanto não parar a gente chegou lá
Do outro lado da montanha onde tudo começou
Quando sua voz falou:
Pra onde você quiser eu vou
Largo tudo
Se a gente se casar domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
Domingo
Na praia, no sol, no mar
Ou num navio a navegar
Num avião a decolar
Indo sem data pra voltar
Toda de branco no altar
Quem vai sorrir?
Quem vai chorar?
Ave maria, sei que há
Uma história pra contar
Pra contar.
só a loucura de desejar você pra mim é que anda valendo a pena...

"tento resgatar algum equilíbrio que de certa maneira não possuo mais. explosão de ansiedade, misto de insegurança... em que lugar do mundo a minha sanidade se perdeu?"


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

No estilo Kafka! rsrsrs



"Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
Ou metade desse intervalo, porque também há vida...
Sou isso, enfim...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato."

 Álvaro de Campos.




"(...) a constituição íntima da poesia Ajuda muito... 
(como analgésico serve para as dores da alma, que são fracas...) 
Deixem- me dormir." 

Álvaro de Campos.



Descobri — numa carta de Clarice Lispector para Lucio Cardoso — que polisipo, em grego, significa “pausa na dor”. Têm sido, estes dias, polisipos.
 — Caio Fernando Abreu