Eu queria tanto ir vê-lo no cinema...quinta-feira, 20 de maio de 2010
terça-feira, 18 de maio de 2010
O que é a Filosofia?
Por isso mesmo....é tua.
O autor nada mais fez do que vestir a verdade
Que dentro em ti se achava inteiramente nua....
Das idéias, por Mário Quintana
A pergunta em si já é batida, e as respostas, muitas vezes vagas. O que é filosofia? Para que serve? Nada mais complicado do que tentar definir o termo, quando muitos já o fizeram mais e melhor do que eu. Buscarei o caminho inverso neste texto; vou tentar apresentar para vocês um pouco de como funciona a filosofia, e disso vocês poderão tirar suas próprias conclusões.
Por isso, basta-me já uma breve definição (ou tradução?) da palavra filosofia. Em grego, ela significa “amigo da sabedoria” (filo = amigo, sofia = sabedoria). Simples assim e, no entanto, complexo. O que é ser sábio? O que é sabedoria? Calma, deixemos isso ao estudo filosófico... O que importa saber, aqui, é que filosofia envolve justamente descobrir algo de forma crítica e lúcida. Eis aí o cerne do que podemos chamar de “sabedoria”. Como disseram vários pensadores da Grécia a China, é “saber o que se sabe, e saber o que NÃO se sabe”. Ou seja, filosofar envolve - de algum modo -a consciência crítica sobre toda e qualquer forma de conhecer o mundo.
A filosofia constitui, portanto, a atividade primeira de ordenar o nosso pensamento e, consequentemente, nossas ações. Vivemos o que se chama uma “vida acidental”, ou, uma existência repleta de acidentes em que sempre somos chamados a repensar nossos conceitos pessoais e/ou culturais diante de situações concretas da vida. Foi Aristóteles quem disse que “errar é humano”, e a ambigüidade da frase é fabulosa. Não cometemos apenas “erros”, mas é da nossa própria natureza “errar” pelo mundo em busca de respostas para nossos dilemas. Enfim, somos seres “errantes”, e neste processo de conhecimento, a condição de experimentar (ou, de se “acidentar”) é uma constante inevitável.
Eis o momento em que surge a atividade filosófica, pois. Desta insatisfação em viver uma vida contraditória e cheia de problemas que começamos a nos questionar sobre o que é a realidade. Questionamos crenças, ciências, cultura, sociedade, sistemas.....a contestação não é vazia, porém. Ao contrário: a idéia de contestar visa, antes de tudo, identificar o que há de errado na forma como pensamos ou encaramos o mundo, e consertamos este ponto de vista. Mas, se constatarmos que uma determinada visão de mundo não funciona mais, a filosofia pode ir mais além, propondo algo novo, antecipando em anos – ou mesmo séculos – a existência de um novo sistema social, cultural ou de pensamento.
É assim, de certo modo, que a atividade filosófica funciona. Ela se subdivide em várias áreas (ética, estética, epistemologia, etc.), cada qual abordando aspectos diversos do mundo em que ela se torna necessária. As teorias filosóficas visam nos proporcionar um ângulo diferenciado da visão usual do senso comum, nos mostrando as inúmeras possibilidades que a realidade nos oferece. Mas para isso – e volto a insistir - existe o papel saudável do questionamento, que nos leva a oferecer alternativas lógicas para um determinado problema. Quando nos deparamos, por exemplo, com uma questão ética como a eutanásia, devemos nos inquirir sobre as várias alternativas de abordar o problema: como definimos vida? Posso fazer a outro algo que não gostaria que fizessem comigo? É legítimo praticar a eutanásia num país sem recursos hospitalares? Mas estes recursos não existem ou eles são drenados por um sistema corrupto? Vivemos numa sociedade que prega a tolerância religiosa: então devemos respeitar a visão dos que são contra a eutanásia? Mas vivemos num país onde, igualmente, existem várias religiões e apenas uma lei – deve a lei, portanto, seguir um ponto de vista único? Etc, etc...
Devemos lembrar, contudo, que estes questionamentos não são estéreis ou desprovidos de propósito: eles visam, na verdade, oferecer uma resposta mais segura, concreta e ampla sobre as situações que permeiam esta nossa existência. Claro, existirão ainda respostas diferentes, algumas vezes calcadas no próprio interesse pessoal. O fundamental, porém, é a possibilidade que as teorias filosóficas têm de alcançar um grande número de pessoas, seja pelo seu conhecimento intelectual ou mesmo, quando ela é aplicada em caráter prático. Foi no século 19, por exemplo, que um filósofo como Stuart Mill defendeu o voto feminino na Inglaterra, reconhecendo a fundamental importância da mulher na sociedade, conquista hoje legitimada na maior parte dos sistemas políticos do mundo. Do mesmo modo, Marx criou a utopia do socialismo e do comunismo, que levou o mundo a quase um século de debate - ou mesmo disputa - social em torno da melhoria das condições de vida dos trabalhadores. Neste exato momento, hoje, filósofos discutem a importância das tecnologias, de educação, da história, enfim, de todas as áreas do conhecimento na existência do ser humano, buscando propor um meio de entender as suas transformações.
Vista assim, a filosofia é uma atividade indispensável para a construção de um mundo mais consciente. Exercitá-la é aprimorar a arte de pensar, levando-nos a condições existenciais inimagináveis. Ás vezes ela dá medo, ou dá susto; os bons e velhos gregos já nos avisavam do chamado “espanto filosófico”, um daqueles momentos em que percebemos algo até então desconhecido, que podia estar mesmo na nossa frente e não víamos (e o que a psicologia moderna chama de “insight”). Mas este espanto (se parece desagregador), é antes de tudo saudável, se pudermos aproveitá-lo a nosso favor.
Fazer ou ensinar filosofia é, portanto, adicionar um pouco mais de água na raiz da árvore sabedoria. Não se engane, filosofar é construir um mundo novo, e descobrir meios de materializar utopias. Se há profissões que entendem o ser humano por fora, a filosofia aborda-lhe diretamente a alma - embora possamos nos perguntar, jocosa e filosoficamente se ela – alma - existe. Mas, algo que temos dentro de nós muda, inevitavelmente, depois de “filosofarmos”. Ninguém é mais o mesmo com um pouco de filosofia.
Termino este breve texto, novamente, com uma poesia. Já havia dito um filósofo que, se a filosofia é a busca dos homens pela sabedoria, a poesia é a sabedoria em busca dos homens. O que eu não consegui explicar, ela os dirá. Fiquem na companhia, pois, de Fernando Pessoa;
Em meus momentos escuros
Em que em mim não há ninguém,
E tudo é névoas e muros
Quanto a vida dá ou tem,
Se, um instante, erguendo a fronte
De onde em mim sou aterrado,
Vejo o longínquo horizonte
Cheio de sol posto ou nado
Revivo, existo, conheço,
E, ainda que seja ilusão
O exterior em que me esqueço,
Nada mais quero nem peço.
Entrego-lhe o coração.
Frestas, de Fernando Pessoa
[texto retirado do blog: pensandonasruas.blogspot.com
escrito por André Bueno.]
sábado, 20 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Alice na chuva

Alice era daquelas que gostava de chuva...
Sinceramente eu nunca vi uma criança que gostava de dias chuvosos, afinal de contas, criança gosta de dias ensolarados para que possam brincar, pular e não ficarem presas dentro de casa olhando os pingos pela janela.
Mas ela não... ela gostava de ficar na janela olhando a água cair do céu, coisa que achava magnífica, por ainda não ser capaz de explicar e entender como isso era possível, água cair do céu...
De vez enquando, Alice fugia dos olhos da mãe e saia correndo pelo quintal, pisando nas enormes poças de água, sujando os pés na lama fria, deitando na grama molhada e quase sempre sua cachorrinha ia correndo atrás dela, as duas loucas por aventura fazendo companhia uma á outra.
Mas a mãe sempre sentia a falta dela e já sabia aonde procurá-la. Danada!
"- Alice! Volte aqui! Você vai pegar um resfriado!"
"- Não vou pegar não, mãe! Ele sim pode querer me pegar!"
"- Então menina! SE ele te pega, não levarei ninguém ao hospital!"
"- Mãe, pq você diz isso se sempre acaba me levando ao médico quando eu preciso?"
"- Simplesmente pq sou tonta! Entra pra dentro já!"
Mas ela estava tão distraída com sua cachorrinha correndo pela lama que as palavras da mãe soavam mais como sussurros do que broncas...
Mas lá estava ela toda feliz, criança feliz na chuva, cantando desajeitadamente, quase não dando pra entender nada, mas cantando, aquela famosa canção:
"I'm singin' in the rain
Just singin' in the rain
What a glorious feeling
I'm happy again".
sábado, 12 de dezembro de 2009
Alice vai ao médico.
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Cigarro - Zeca Baleiro
sábado, 24 de outubro de 2009
allstar+violão
A bela e a fera
Gertrudes pede um conselho - A Bela e a Fera
Ele era moreno e triste. E sempre andava de escuro. Oh, sem dúvida eu gostava dele. Eu, muito branca e alegre, ao seu lado.
História Interrompida - A Bela e a Fera
Falta de lógica
E repentinamente a história se partiu. Nem teve ao menos um fim suave. Terminou com a brusquidão e a falta de lógica de uma bofetada em pleno rosto.
Uma História Interrompida - A Bela e a Fera
Alguns poemas


sem coragem sentou-se na poltrona de sua sala tão conhecida e seu coração pedia para ela não ir. parecia que previa que ia se machucar muito e ela não era masoquista. enfim apagou o cigarro-da-coragem, levantou-se e foi. (clarice lispector)
Para ganhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo,tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente.É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. Carlos Drummond de Andrade

- Porque é tomando um café, que me vem as lembranças imensuráveis.Distorção, não é nada do que parece. Você só quer lembrar.
Às vezes me pego pensando em mim, porque em você eu penso o tempo inteiro.
... e depois dos naufrágios ... o que fica de mim em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"
Caio Fernando Abreu
mario quintana

Quando a luz estender a roupa nos telhados
terça-feira, 20 de outubro de 2009
E estou lá, mais uma vez andando sem rumo.
Parecendo Hippie sem parada, sem estada, sem morada.
Parecendo coração sem paixão, tempestade sem trovão,
vários minutos de inconsciência deitada neste chão.
E o único caminho que tenho me perdido sempre, é o caminho dos teus olhos,
com brilho, com amor, me fazendo perder as chances de ser encontrada.
E a única coisa que tenho desejado, andando nesta rua sem luz, alagada pela chuva, sem nenhum carro a passar, é, quem sabe ali na esquina, te encontrar, eu só queria ter a chance de te falar, que o meu sentimento hoje é maior até que o mar e quando eu acho que nele eu vou me afundar vem a realidade e me tira dos inevitáveis transes temporários que sempre me encontro.
Como este, que me deu a sensação de outro lugar, buscando te encontrar quem sabe não tão longe do meu mundo.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Alice em: buscas.
Quando eu encontrar esse algo que me preencha, sei que mesmo assim não estarei satisfeita, pois nunca estou. É fato. É natural do ser humano estar na eterna busca, mas comigo parece que é o triplo de buscas, buscas insanas ás vezes, buscas incansáveis. Coisas que eu sei que nunca vou encontrar, pois realmente elas não existem.
E depois que todos os meus vazios estiverem saciados por algo que os preencham, o que farei então? Vou buscar o que?
Mas enfim??? Será, que nunca estarei satisfeita então? Nem mesmo por estar satisfeita não vou me satisfazer disso??
domingo, 13 de setembro de 2009
vento no Litoral - Legião Urbana
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo
quando eu vejo o mar,
Existe algo que diz,
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem
Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?
- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora
[nem tudo é do jeito que a gente gostaria que fosse]








